A vida faz seu espetáculo
Quando transforma o coice no peito em afago
O tempo é como um trago num cigarro infinito
Me acalma pouco a pouco
Estraga a dor que vem comigo
Quando a saudade bate
Procuro a cura no amigo e numa mãe
E me invade a lembrança do que vale lembrar
Virando cinza o desejo de voltar
Hoje vejo minha mãe crescer
E me deslumbro com a luz do velho irmão
Somos unidos por um laço que parece até de aço
Rompendo todos nós uma estação
O que eu vi, ouvi, vivi
Segue girando a corda do despertador
Virando sonho que a noite acalenta
Adia o fim se o poema terminou
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Só agora, às vezes, acho bem melhor ficar assim
Calado
Minha cara contrária ao chão
Percebo então que a incerteza somente vai
Lendo o futuro nas memórias
E o que brota é o que nasce
Que se torna valor pr'uma alma à prova
Cresce, toma forma e encarna em mim
"Que foi?"
Quem foi, passou
"Onde estará?"
Morreu
Ou só dormiu
E se a solidão puder me dar só silêncio
Eu aceito e amanheço
Calado
Minha cara contrária ao chão
Percebo então que a incerteza somente vai
Lendo o futuro nas memórias
E o que brota é o que nasce
Que se torna valor pr'uma alma à prova
Cresce, toma forma e encarna em mim
"Que foi?"
Quem foi, passou
"Onde estará?"
Morreu
Ou só dormiu
E se a solidão puder me dar só silêncio
Eu aceito e amanheço
Primeiro fio de cabelo branco
Vai provando
Que a minha mente já não mente tanto
Que a minha carne nasceu pra durar pouco
Que pouca coisa é capaz de deixar doido
Bem cedo achava o gesto lindo
Confundindo
Era desejo muito mais de se mostrar
Já não vai pavoneando o pensamento pra cabeça enfeitar
Deixa que tempo corra
É mais sensato só observar
Será que hoje nada mais se modifica?
Estacionamos na vontade de mudar
É resultado, é fruto
De quem aceita a correnteza do destino
É mais bonito quando deixa pura
Na nossa cara a despedida do menino
Passa tanta coisa na cabeça
Quando aparece o primeiro fio
O valente se percebe bicho besta
E desaprende tudo aquilo que já viu
Vai provando
Que a minha mente já não mente tanto
Que a minha carne nasceu pra durar pouco
Que pouca coisa é capaz de deixar doido
Bem cedo achava o gesto lindo
Confundindo
Era desejo muito mais de se mostrar
Já não vai pavoneando o pensamento pra cabeça enfeitar
Deixa que tempo corra
É mais sensato só observar
Será que hoje nada mais se modifica?
Estacionamos na vontade de mudar
É resultado, é fruto
De quem aceita a correnteza do destino
É mais bonito quando deixa pura
Na nossa cara a despedida do menino
Passa tanta coisa na cabeça
Quando aparece o primeiro fio
O valente se percebe bicho besta
E desaprende tudo aquilo que já viu
Sem você eu morro de vergonha
Me encontra ali no canto que eu te conto a minha história
É pouca coisa, mas pra mim parece muito
E do jeito que eu mudo de assunto eu não conto até o fim
Só contigo eu não me sinto só
É gente por todo lado, sobra riso, falta desabafo
Talvez eu morra agoniado
Talvez nem morra
Mas você não
Você não pode
Eu mato eu
E depois eu mato Deus.
Me encontra ali no canto que eu te conto a minha história
É pouca coisa, mas pra mim parece muito
E do jeito que eu mudo de assunto eu não conto até o fim
Só contigo eu não me sinto só
É gente por todo lado, sobra riso, falta desabafo
Talvez eu morra agoniado
Talvez nem morra
Mas você não
Você não pode
Eu mato eu
E depois eu mato Deus.
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