A vida faz seu espetáculo
Quando transforma o coice no peito em afago
O tempo é como um trago num cigarro infinito
Me acalma pouco a pouco
Estraga a dor que vem comigo
Quando a saudade bate
Procuro a cura no amigo e numa mãe
E me invade a lembrança do que vale lembrar
Virando cinza o desejo de voltar
Hoje vejo minha mãe crescer
E me deslumbro com a luz do velho irmão
Somos unidos por um laço que parece até de aço
Rompendo todos nós uma estação
O que eu vi, ouvi, vivi
Segue girando a corda do despertador
Virando sonho que a noite acalenta
Adia o fim se o poema terminou
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